sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Introdução alimentar - BLW

Postado por Erika Gomes às 08:13 0 comentários
Olá! Com tantos rascunhos por aqui, decidi passar na frente de todos e vir falar pra vocês sobre a introdução de alimentos com o Leo. Dia 07/fevereiro ele faz seis meses e, na teoria, é quando ocorre a introdução alimentar. Pesquisei muuito e encontrei o método BLW, ou Baby led weaning (o bebê rege o desmame). Ele tem se tornado cada vez mais "famoso" e desde a gravidez vejo ele de uma forma super positiva, e até fofa haha.
O BLW consiste basicamente na introdução dos alimentos sem ser em forma de sucos e papas. Ao invés de purês, papas de várias coisas misturadas e frutas raspadas, todos os alimentos são dados em pedaços para que o próprio bebê possa descobrir suas texturas, cheiros e gostos.
O interessante do método é que a criança pode provar o gosto de cada alimento separadamente e conseguir diferenciar os sabores, exercitar os músculos faciais na hora da mastigação e desenvolve autonomia na hora de escolher o que e quanto comer, ao contrário do que acontece com as papas, que são os pais (ou cuidadores) que misturam tudo e vão colocando na boca da criança e às vezes até a forçando a comer.

Com isso não quero "crucificar" o método tradicional da introdução alimentar, mas creio que a hora da alimentação deve ser um momento prazeroso, afinal, a criança vai fazer isso pela vida inteira! Pense que, para nós adultos já é ruim comer sem querer, imagine para um bebê que não consegue dizer "estou cheio, não quero mais". Durante o primeiro ano de vida a comida é complemento do "tetê" e não o contrário, então não precisa ficar naquela neura de "meu filho não quer comer", o leite vai sustentar ele enquanto se adapta ao seu ritmo aos outros alimentos.
Sem contar que, por favor, é muito fofo ver eles comendo assim, sozinhos e se lambuzando todos! É um momento tão feliz, de descobertas tão intensas. Mas ah, tem mais uma coisa que diferencia o BLW do método tradicional: nem sempre se inicia aos seis meses. Como eu disse ali em cima é o bebê quem "manda" então devemos prestar atenção aos sinais que ele dá quando está pronto para se alimentar. O primeiro e mais importante é: saber ficar sentado com firmeza,o que geralmente acontece aoz seis meses. É extremamente perigoso estimular a ingestão de alimentos a um bebê inclinado/deitado, pois ele pode se engasgar mais facilmente e alguma coisa ir para as vias respiratórias.

Outro sinal é o bebê demonstrar interesse na comida da família, o que eu achei um pouco complicado de perceber, afinal, eles têm interesse em tudo e levam tudo à boca! Mas se seu bebê chega aos seis meses e não quer saber da comida, como eu disse ali em cima, não se preocupe! Deixe ele brincar com ela, se lambuzar, criar intimidade com o que está oferecendo a ele, e ele vai comer quando se sentir pronto para isso.


Eu estava bem ansiosa em introduzir os alimentos, ainda mais depois de descobrir o método. Me segurei e até agora aos 5 meses estamos firmes na amamentação, mas agora o Leo já se interessa muito pelo que comemos e já provou algumas coisas, sobre isso vou fazer um post separado, haha. No caso dele,não creio que seja uma introdução precoce, afinal faltam menos de 15 dias para os 6 meses, e tem sido mais explorar que comer, mas logo posto sobre isso! Espero que tenham gostado do post, não é muito completo sobre o método mas é porque quero escrever mais sobre a introdução com o BLW juntamente com nossa experiência com ele, então acho melhor um post só do que um sobre frutas e outro sobre "Leo e as frutas" (rs). Até mais e beijoss.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Crio com apego e não morreu

Postado por Erika Gomes às 12:48 1 comentários
Desde a gravidez eu leio bastante sobre criação, principalmente com apego. Me vejo muito nela, tem muitos benefícios e é um ato lindo criar os filhos dessa forma. Para mim, é a forma ideal de criação. Mas porque não é praticada por todos? Algumas dizem ser "frescura" outras que é mimar a criança.

O que é mimar uma criança? Praticar cama compartilhada? Se preocupar com a alimentação dela? Ou será que é não fazer uso da palmada que, de acordo com tantos, "educa"?

Os valores se inverteram muito ultimamente. As mulheres desacreditam de si mesmas. Acham que não podem parir por diversos motivos impostos por médicos desatualizados, que não podem amamentar porque a propaganda diz que o leite X ou engrossante Y é super nutritivo. E o pior de tudo, é ver isso sendo compartilhado com OUTRAS mães! Uma incentivando a outra a desistir do que é natural e -isso sim- o melhor para elas e seus filhos.

Imagem: Página Conselhos sobre gravidez e maternidade 


Sempre que falo que o Leo dorme com a gente na cama falam que ele vai ficar mau acostumado, ou -pior ainda- que isso acaba com casamento. Eu até acreditava nisso antes de ser mãe. Na verdade, quando engravidei, acreditava em muitas coisas impostas por mídia+médicos, assim como tantas outras mulheres.

Mas eu pesquisei, e da gravidez até agora não só li muito, mas pensei muito em tudo isso e tenho feito o melhor, não só para o Leo mas todos nós. Afinal, ele não vai dormir na mesma cama que eu até ter 20 anos né! O mesmo vale para a amamentação "ai que feio seu filho de *insira aqui idade acima de 1 ano* mamando, seu leite já é água!" Como? O leite materno é o melhor alimento que temos durante toda nossa vida, não vira água nenhuma. Ele tem água sim, mas junto tem muitos nutrientes, e mais ainda! Tem afeto, amor e carinho, muito!
Uma coisa complicada é que damos muito ouvido ao que os outros falam, e acabamos deixando nosso afeto pelos bebês de lado porque disseram que vamos "estragar" eles. Mas desde quando carinho estraga alguém? Afinal, o que é uma pessoa estragada? Uma que foi amada pelos pais, recebeu carinho e que quando era criança era sempre atendida? Ou uma que era repreendida, apanhava e era deixada chorando sozinha para "aprender a ser independente"? 

Aqui em casa berço se tornou algo muito dispensável, assim como mamadeiras que comprei achando que talvez fosse precisar (desacreditando do meu poder de conseguir amamentar, sim). Mas elas até serviram uma vez por aqui: uma vez, quando a enteada da minha mãe esqueceu a mamadeira da filha dela e emprestei uma dessas com "bico semelhante ao seio" (aham) haha. 


E as chupetas? Viviam me falando "dá chupeta se não você não vai conseguir fazer nada, ele vai ficar 'chupetando' seu peito". Junto com as mamadeiras veio uma, ganhei uma de um amigo do Matheus (daquelas com uma careta, kk), mais um monte da família. Minha mãe me convenceu por meia hora e colocou a chupeta na boca dele num momento de cólica,foi estranho! Eu olhava para ele e me perguntava onde estava aquela boquinha fofa, toda tapada por aquele negócio branco e enorme! Tirei e nunca mais nem vi, estão enfiadas no fundo da gaveta esperando por um destino. Hoje olho crianças com chupeta na rua e me pergunto a necessidade. Na mesma hora me respondo: não há! Se "peita chupeta" e não "chupeta peito". Peito não é só alimento, é amor, aconchego, carinho, e o que mais um bebê precisa receber da mãe? Sem contar que deixar ele sugar é essencial para a produção de leite. A casa pode esperar, quando ele dormir arrumamos a bagunça, fazemos a comida, isso tudo teremos a vida toda para fazer, mas a oportunidade desse tipo de carinho passa muito rápido.

Falando em dar coisas para o bebê, é incrível como as pessoas automaticamente nos dão (ou no caso de família nos "passam") coisas como as que mencionei. Ganhamos: chupetas, mamadeiras, esterilizador de mamadeira, potinho de guardar leite em pó...quando ele nasceu, viviam me falando que quando ele fizesse 6 meses ia ter que comprar NAN porque meu leite não seria mais suficiente. Como? E se eu não quiser? Ou melhor, e se ele não precisar? Isso não querem saber, porque se tornou regra, não precisa ser necessário, "todo mundo faz, vamos fazer, é mais fácil".

Claro que não sou ignorante com as pessoas, entendo que elas só querem ajudar, do jeito delas, mas querem, rs. Aceito tranquilamente, os "presentes" e os "conselhos", custo a digerir, claro, mas sempre deixo passar. Sempre tem alguém que pensa ao contrário de mim, mas no final, quem toma as decisões sobre o que dar para o Leo, sou eu mesma. Mesmo sendo mais fácil aceitar de tudo sem questionar, me esforço ao máximo para tomar as decisões corretas.

Mas sabe o que eu descobri? Ter um filho não é fácil, não. Acordar de 3 em 3 horas (quando ainda se tem sorte de não ser menos), amamentar e ter que lidar com rachaduras e machucados, ficar sem banho/comer/socializar, acalmar choros de cólica, ninar, lidar com jatos de xixi, e ainda terminar o dia sorrindo olhando seu bebê dormindo e não se imaginando vivendo mais de outro jeito.. Não é fácil, mas a cada sorriso recebido percebemos o quanto é gratificante.



 

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