sexta-feira, 31 de julho de 2015

BLW - Frutas e dúvidas

Postado por Erika Gomes às 20:21 0 comentários
Olá! Como contei no post resumido sobre BLW, decidi fazer posts específicos sobre o método e outros só sobre nossa experiência com ele (para não ficar muito grande e poder explicar melhor). Por aqui o interesse no que comemos começou aos poucos...O Leo começou a ficar sentadinho com 5 meses e meio mais ou menos, mas antes já tentava pegar coisas da minha mão! No calorzão de janeiro pegou um amor absurdo por lamber copos gelados haha. Já me deu um banho tentando pegar a garrafa de água que eu tomava e tentou roubar minha pizza! Isso foi só aumentando até que um dia encostou uma pera na boca dele, com uns 5 meses e 20 dias mais ou menos, fez uma carinha mais ou menos mas tirei. Com 6m deixei ele atacar minha pêra de novo, dessa vez de verdade, esfregou na fralda, colocou um pouco na boca mas não comeu,a mesma coisa com uma banana no dia seguinte, só encostava na boca e fazia uma baguncinha. Mas depois de uns dois dias, coloquei ele no carrinho, troquei a bandeja e deixei ele sentado (ele já estava ficando bem firme sozinho), coloquei um pedaço da melancia que eu comia e ele chorou quando não deixei pegar. Se lambuzou todo! Mas não tenho fotos
(chorei). Adorou a melancia e de lá já foi pro banho (e que banho!) haha. No dia seguinte, no mesmo horário comeu melancia de novo, geladinha, tomei o cuidado de tirar as sementes antes de oferecer. E no outro, comeu banana e assim começamos a introdução!












Ele gostou bastante! Fiquei meio sem saber o que fazer nos primeiros dias, sempre tive muitas dúvidas mas logo nesses três dias encontrei as respostas:


Como oferecer?

Já que ele demonstrava interesse na comida, não demorou muito para eu colocar na bandeja e ele já pegar. Acho essencial isso, quando a criança não tem vontade ela fica irritada mais facilmente e o interesse pode demorar mais para vir por causa do trauma de uma situação forçada. O legal é ficar tranquila, sem se prender muito em quantidades que devem ser ingeridas. Pode ser um pouco frustrante no começo se a criança não quiser comer, ou só fizer bagunça, mas com o tempo ela vai pegar aquele "brinquedo" novo e colocar na boca. Comer junto também é importante, bebês adoram imitar!

Quanto oferecer?
Como eu disse, não se deve apegar muito em quantidades, na hora de oferecer sempre mantenho comigo um pratinho com pedaços e vou oferecendo aos poucos na bandeja, isso também é bom para quando acontecerem os arremessos de pedaços haha. Se você deixar muitos pedaços na bandeja a criança pode ficar meio "perdida" em meio à muitas coisas novas.

O que oferecer?
No caso das frutas as coisas são mais simples, dando preferência sempre às orgânicas, qualquer fruta pode ser oferecida, tendo apenas cuidado com sementes, formatos e rigidez. Por exemplo, você pode começar a introdução com frutas mais macias, como pera, banana, mamão, abacate, melancia... como algumas são escorregadias pode também deixar com um pouco de casca (bem higienizada) para auxiliar a criança.
A uva, além das sementes, por seu formato pode ser perigosa e causar engasgos, sendo redonda, o bebê pode tentar morder e a fruta "pular" ao fundo da garganta. Aqui sempre ofereço a uva sem semente e cortada ao meio e, se for maior, em quatro pedaços.
Maçã também pode causar engasgos se cortada em palitos, o bebê pode cortar um pedaço muito grande e não conseguir mastigar ou cuspir, causa muitos gags reflex por isso. Para o Leo sempre ofereço cortada em formato de "lâmina", com casca, o formato também ajuda para ele segurar com mais firmeza.
Também é interessante se atentar a alergias, ainda mais se houverem casos na família, oferecer a mesma fruta por cerca de dois ou três dias ajuda a associar uma reação que a criança tenha ao alimento certo.

Quando oferecer?
As frutas por aqui são duas vezes por dia, como café da manhã e no lanche do meio da tarde. Algumas mães também oferecem como sobremesa, principalmente a laranja, que ajuda a absorver o ferro dos alimentos. Aqui o Leo geralmente está "cheio" então não come muito depois do almoço, ele prefere mamar e dormir depois. Nossos horários também são bem flexíveis em relação às refeições, mas tento sempre dar no horário mais próximo possível, acho que isso já vai muito da rotina da casa e tudo mais..


Acho que sobre frutas o básico é isso, sempre tem algo para falar mas vou atualizando com novas informações! Espero que tenham gostado e na próxima vou passar receitinhas e falar sobre almoço/janta. Beijoss.




terça-feira, 14 de julho de 2015

A "lei do parto normal" e a cesárea eletiva

Postado por Erika Gomes às 20:32 0 comentários
Faz tempo que não posto aqui no Blog, mas como postei na página quero muito voltar! E ultimamente, vendo toda essa movimentação em relação à "lei do parto normal" e me deparando com essa imagem precisei escrever sobre..


Primeiro, a "lei" não é querendo obrigar ninguém ao parto normal. Como (poucos) sabemos, o Brasil tem altas taxas de cirurgias cesarianas desnecessárias, a OMS orienta que seja até 15% e aqui são 40% na rede pública e 84% na rede privada! Ou seja, em nosso país, 32,8% dos partos são por meio de cesáreas.
Mas afinal, o que causa tudo isso? São realmente todas as mulheres cesareadas que precisavam passar por uma? NÃO. Então qual o motivo de tantas cesarianas? Se resumem em 3 itens:
1- Desatualização médica: cordão enrolado, bebê "grande/pequeno", muito/pouco líquido, mãe muito magra/gorda... muitos médicos ainda usam esses motivos para levar a gestante à "cair na faca". Essas justificativas NÃO SÃO indicações de cesariana. (Para mais informações recomendo o blog da Dra Melania Amorim: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html?m=1 )

2- comodidade médica: qual médico quer deixar de receber do plano de saúde por um dia todo de consultório para atender por sabe-se lá quantas horas um trabalho de parto? Sinceramente, nenhum. Muitos preferem ter uma agenda organizada, realizar várias cirurgias por dia, lucrar mais e, melhor ainda, não terem imprevistos e curtirem seua fins de semana.

3- Gestante com medo: isso é o fundamental pra uma gestante ser incentivada à uma cesariana, "dói muito" "você vai implorar pela cesaria" "é perigoso" "vai ficar larga" e muitos outros incentivos (só que não) levam as mulheres a acreditarem que não são capazes de parir! Mas seus corpos são SIM feitos para isso. O que precisamos é de muito apoio, informação (não só a grávida mas também é essencial que o acompanhante também saiba dos direitos dela na hora do parto para ajudar). E principalmente de um profissional da área que seja atualizado, dedicado e disposto à dar a melhor assistência àquela mulher nesse momento tão delicado e maravilhoso. Que saiba avaliar bem a situação e passar tranquilidade, que é o que precisamos. Sei que é difícil (e caro) de encontrar, mas esses profissionais existem, e vale muito a pena! Se eu soubesse o que passaria no meu parto (leia meu relato aqui) teria me empoderado muito mais.

Mas enfim, o que muda sobre as cesarianas agora em diante?

- Se você deseja a realização da cirurgia, mediante à assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, poderá ser realizada eletivamente (e inclusive coberta pelo plano de saúde).
Encontrei os dois modelos seguintes na página do Facebook "Eu Escolhi Cesárea".



-Todos os planos de saúde terão que informar às gestantes que solicitarem a porcentagem de cesarianas realizadas pelos médicos e maternidades que têm atendimento coberto pelo mesmo. O que, com certeza, vai influenciar e muito na escolha de uma gestante que pretende ter um parto (já que algumas maternidades tem taxas de até 95% de cesarianas).

Em resumo, se você pretende ter uma cesariana, nada muda, mas a tal "lei" do parto serve de incentivo para a redução de cesarianas, o que já é um belo começo no país recordista no procedimento! Vou acabar por aqui mas logo eu volto, falando mais sobre parto, beiiijos <3 p="">

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Seis meses de bebê, seis meses de mãe!

Postado por Erika Gomes às 12:00 1 comentários
Hoje o Leo faz seis meses e tenho pensado em como tudo passou tão rápido. Seis meses! Meu bebê já tá enorme! Sentando, interagindo, super esperto. Estava conversando com a minha mãe outro dia e lembrando do dia que ele nasceu, tão pequeno, tão frágil.
Fico pensando: se esses seis meses já passaram correndo, os próximos vão voar! Dá trabalho sim, essa vida de mãe, mas às vezes gostaria de estacionar, os dias passam tão rápido. Logo ele vai estar andando, ai meu deus, vai pra escola! E a mamãe? Como fica?
E quando ele começar a sentir vergonha de mim? "Para mãe, meus amigos estão perto", "pode deixar que vou sozinho"?
E pensar que eu já fui assim, de sentir vergonha dos meus pais,às vezes raiva por proibirem alguma coisa. E minha mãe sempre dizia "quando você tiver filhos vai entender"... e não é que eu entendi? Entendi, aprendi e descobri muitas coisas...

Descobri que nunca se está cansada demais para um filho, mesmo morrendo de sono e estamos dispostas a fazer qualquer coisa por eles, inclusive ficar de pé balançando ele durante a madrugada a fora, quase dormindo, para acalmá-lo.
Aprendi a dormir (ou quase) não importa a posição: sentada com o bebê no colo na poltrona (é perigoso, eu sei, mas era mais forte que eu), de pé  (só umas pescadinhas, entra no "quase") e também que nossa cama nunca é pequena demais e abri um espaço pro Leo, que nos rendeu muitas noites melhores de sono (e pra mim, um braço dolorido que ele faz de travesseiro).
Entendi o medo de mãe, nosso modo de vigia que nos mantém acordadas durante a noite para ver se o bebê está respirando, aquele susto que nos faz sair correndo ao ouvir aquele choro quando ele acorda e largamos seja lá o que for (inclusive comida queimando no fogo).
Percebi o quanto as pequenas descobertas são lindas aos olhos de uma nova vida. O quanto são incríveis e a dar valor às pequenas coisas do nosso dia. O que para nós é tão comum e às vezes até chato, para um bebê é um mundo novo, uma coisa incrível. Um sorriso, um olhar, pegar algum objeto, sentar.. para nós são coisas simples, mas para eles, as melhores descobertas.
No fim de cada dia louco, corrido e cansativo, quando fico pensando nas milhares de coisas que não consegui fazer e que vão se juntar às outras milhares do próximo dia, olho essa carinha e vejo esse sorriso, ah como vale a pena! As noites dormidas de picado, o cabelo bagunçado, a roupa suja de leite regurgitado, a dor nas costas (como esse menino tá pesadoo!). Tudo isso vale a pena, e eu faria tudo de novo! É uma vida diferente, mas não me vejo mais sem tudo isso. Sem minha família.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Introdução alimentar - BLW

Postado por Erika Gomes às 08:13 0 comentários
Olá! Com tantos rascunhos por aqui, decidi passar na frente de todos e vir falar pra vocês sobre a introdução de alimentos com o Leo. Dia 07/fevereiro ele faz seis meses e, na teoria, é quando ocorre a introdução alimentar. Pesquisei muuito e encontrei o método BLW, ou Baby led weaning (o bebê rege o desmame). Ele tem se tornado cada vez mais "famoso" e desde a gravidez vejo ele de uma forma super positiva, e até fofa haha.
O BLW consiste basicamente na introdução dos alimentos sem ser em forma de sucos e papas. Ao invés de purês, papas de várias coisas misturadas e frutas raspadas, todos os alimentos são dados em pedaços para que o próprio bebê possa descobrir suas texturas, cheiros e gostos.
O interessante do método é que a criança pode provar o gosto de cada alimento separadamente e conseguir diferenciar os sabores, exercitar os músculos faciais na hora da mastigação e desenvolve autonomia na hora de escolher o que e quanto comer, ao contrário do que acontece com as papas, que são os pais (ou cuidadores) que misturam tudo e vão colocando na boca da criança e às vezes até a forçando a comer.

Com isso não quero "crucificar" o método tradicional da introdução alimentar, mas creio que a hora da alimentação deve ser um momento prazeroso, afinal, a criança vai fazer isso pela vida inteira! Pense que, para nós adultos já é ruim comer sem querer, imagine para um bebê que não consegue dizer "estou cheio, não quero mais". Durante o primeiro ano de vida a comida é complemento do "tetê" e não o contrário, então não precisa ficar naquela neura de "meu filho não quer comer", o leite vai sustentar ele enquanto se adapta ao seu ritmo aos outros alimentos.
Sem contar que, por favor, é muito fofo ver eles comendo assim, sozinhos e se lambuzando todos! É um momento tão feliz, de descobertas tão intensas. Mas ah, tem mais uma coisa que diferencia o BLW do método tradicional: nem sempre se inicia aos seis meses. Como eu disse ali em cima é o bebê quem "manda" então devemos prestar atenção aos sinais que ele dá quando está pronto para se alimentar. O primeiro e mais importante é: saber ficar sentado com firmeza,o que geralmente acontece aoz seis meses. É extremamente perigoso estimular a ingestão de alimentos a um bebê inclinado/deitado, pois ele pode se engasgar mais facilmente e alguma coisa ir para as vias respiratórias.

Outro sinal é o bebê demonstrar interesse na comida da família, o que eu achei um pouco complicado de perceber, afinal, eles têm interesse em tudo e levam tudo à boca! Mas se seu bebê chega aos seis meses e não quer saber da comida, como eu disse ali em cima, não se preocupe! Deixe ele brincar com ela, se lambuzar, criar intimidade com o que está oferecendo a ele, e ele vai comer quando se sentir pronto para isso.


Eu estava bem ansiosa em introduzir os alimentos, ainda mais depois de descobrir o método. Me segurei e até agora aos 5 meses estamos firmes na amamentação, mas agora o Leo já se interessa muito pelo que comemos e já provou algumas coisas, sobre isso vou fazer um post separado, haha. No caso dele,não creio que seja uma introdução precoce, afinal faltam menos de 15 dias para os 6 meses, e tem sido mais explorar que comer, mas logo posto sobre isso! Espero que tenham gostado do post, não é muito completo sobre o método mas é porque quero escrever mais sobre a introdução com o BLW juntamente com nossa experiência com ele, então acho melhor um post só do que um sobre frutas e outro sobre "Leo e as frutas" (rs). Até mais e beijoss.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Crio com apego e não morreu

Postado por Erika Gomes às 12:48 1 comentários
Desde a gravidez eu leio bastante sobre criação, principalmente com apego. Me vejo muito nela, tem muitos benefícios e é um ato lindo criar os filhos dessa forma. Para mim, é a forma ideal de criação. Mas porque não é praticada por todos? Algumas dizem ser "frescura" outras que é mimar a criança.

O que é mimar uma criança? Praticar cama compartilhada? Se preocupar com a alimentação dela? Ou será que é não fazer uso da palmada que, de acordo com tantos, "educa"?

Os valores se inverteram muito ultimamente. As mulheres desacreditam de si mesmas. Acham que não podem parir por diversos motivos impostos por médicos desatualizados, que não podem amamentar porque a propaganda diz que o leite X ou engrossante Y é super nutritivo. E o pior de tudo, é ver isso sendo compartilhado com OUTRAS mães! Uma incentivando a outra a desistir do que é natural e -isso sim- o melhor para elas e seus filhos.

Imagem: Página Conselhos sobre gravidez e maternidade 


Sempre que falo que o Leo dorme com a gente na cama falam que ele vai ficar mau acostumado, ou -pior ainda- que isso acaba com casamento. Eu até acreditava nisso antes de ser mãe. Na verdade, quando engravidei, acreditava em muitas coisas impostas por mídia+médicos, assim como tantas outras mulheres.

Mas eu pesquisei, e da gravidez até agora não só li muito, mas pensei muito em tudo isso e tenho feito o melhor, não só para o Leo mas todos nós. Afinal, ele não vai dormir na mesma cama que eu até ter 20 anos né! O mesmo vale para a amamentação "ai que feio seu filho de *insira aqui idade acima de 1 ano* mamando, seu leite já é água!" Como? O leite materno é o melhor alimento que temos durante toda nossa vida, não vira água nenhuma. Ele tem água sim, mas junto tem muitos nutrientes, e mais ainda! Tem afeto, amor e carinho, muito!
Uma coisa complicada é que damos muito ouvido ao que os outros falam, e acabamos deixando nosso afeto pelos bebês de lado porque disseram que vamos "estragar" eles. Mas desde quando carinho estraga alguém? Afinal, o que é uma pessoa estragada? Uma que foi amada pelos pais, recebeu carinho e que quando era criança era sempre atendida? Ou uma que era repreendida, apanhava e era deixada chorando sozinha para "aprender a ser independente"? 

Aqui em casa berço se tornou algo muito dispensável, assim como mamadeiras que comprei achando que talvez fosse precisar (desacreditando do meu poder de conseguir amamentar, sim). Mas elas até serviram uma vez por aqui: uma vez, quando a enteada da minha mãe esqueceu a mamadeira da filha dela e emprestei uma dessas com "bico semelhante ao seio" (aham) haha. 


E as chupetas? Viviam me falando "dá chupeta se não você não vai conseguir fazer nada, ele vai ficar 'chupetando' seu peito". Junto com as mamadeiras veio uma, ganhei uma de um amigo do Matheus (daquelas com uma careta, kk), mais um monte da família. Minha mãe me convenceu por meia hora e colocou a chupeta na boca dele num momento de cólica,foi estranho! Eu olhava para ele e me perguntava onde estava aquela boquinha fofa, toda tapada por aquele negócio branco e enorme! Tirei e nunca mais nem vi, estão enfiadas no fundo da gaveta esperando por um destino. Hoje olho crianças com chupeta na rua e me pergunto a necessidade. Na mesma hora me respondo: não há! Se "peita chupeta" e não "chupeta peito". Peito não é só alimento, é amor, aconchego, carinho, e o que mais um bebê precisa receber da mãe? Sem contar que deixar ele sugar é essencial para a produção de leite. A casa pode esperar, quando ele dormir arrumamos a bagunça, fazemos a comida, isso tudo teremos a vida toda para fazer, mas a oportunidade desse tipo de carinho passa muito rápido.

Falando em dar coisas para o bebê, é incrível como as pessoas automaticamente nos dão (ou no caso de família nos "passam") coisas como as que mencionei. Ganhamos: chupetas, mamadeiras, esterilizador de mamadeira, potinho de guardar leite em pó...quando ele nasceu, viviam me falando que quando ele fizesse 6 meses ia ter que comprar NAN porque meu leite não seria mais suficiente. Como? E se eu não quiser? Ou melhor, e se ele não precisar? Isso não querem saber, porque se tornou regra, não precisa ser necessário, "todo mundo faz, vamos fazer, é mais fácil".

Claro que não sou ignorante com as pessoas, entendo que elas só querem ajudar, do jeito delas, mas querem, rs. Aceito tranquilamente, os "presentes" e os "conselhos", custo a digerir, claro, mas sempre deixo passar. Sempre tem alguém que pensa ao contrário de mim, mas no final, quem toma as decisões sobre o que dar para o Leo, sou eu mesma. Mesmo sendo mais fácil aceitar de tudo sem questionar, me esforço ao máximo para tomar as decisões corretas.

Mas sabe o que eu descobri? Ter um filho não é fácil, não. Acordar de 3 em 3 horas (quando ainda se tem sorte de não ser menos), amamentar e ter que lidar com rachaduras e machucados, ficar sem banho/comer/socializar, acalmar choros de cólica, ninar, lidar com jatos de xixi, e ainda terminar o dia sorrindo olhando seu bebê dormindo e não se imaginando vivendo mais de outro jeito.. Não é fácil, mas a cada sorriso recebido percebemos o quanto é gratificante.



 

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